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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Whitney Elizabeth Houston - 9 de Agosto de 1963 - 11 de Fevereiro de 2012

Cheguei em casa um pouco antes das dez, tempo suficiente para desfazer minha pequena bagagem da viagem que fiz a Faxinal no amanhecer do dia de ontem, e também para conversar um pouco com a minha irmã Lê antes de entrar no banho, estou feliz por estar de volta e por ter corrido tudo bem por lá, mesmo depois de uma viagem relativamente curta, muito feliz, pois encontrar minha irmã em casa ao chegar de viagem é sempre muito legal, ela pergunta como foi, se foi cansativo e tudo mais, sabe quando você tem certeza de que a pessoa realmente tem interesse em saber se você está bem e não está só perguntando por educação? Minha irmã me da esta certeza, a ponta de tristeza vem por eu ter recebido também da minha irmã a notícia de que a Whitney nos deixou, o trechinho da conversa que vou transcrever abaixo é o exato momento em que minha irmã me deu a notícia:
 - Ah você sabe quem morreu? Nossa você vai ficar super triste, você gosta muito dela, a Whitney Houston...
Perguntei.
 - Quando?
 - Ontem, acho que foi ontem à noite, eu entrei na internet no celular pra abrir as notícias e estava lá...
 - Mas como, já sabem o que foi?
É sempre assim né, quando alguém de quem gostamos nos deixa de forma tão repentina, ao recebermos a notícia, a primeira pergunta que fazemos é essa, queremos saber como foi, o que aconteceu, eu até ouvi a resposta que minha irmã disse, pelo que ela soube, parece que a cantora foi encontrada morta em casa, mas ela não sabia mais nada concreto a respeito. Eu sou admirador da Whitney há muitos anos, antes mesmo dela fazer aquele sucesso estrondoso ao estrelar um filme com o ator Kevin Kostner e estourar nos sucessos das paradas das rádios do mundo inteiro durante muito tempo com a principal música da trilha sonora do filme "I Will Always Love You[01]", na trilha sonora do filme "O Guarda Costas" (The Bodyguard) ainda existem mais quatro outras músicas que são interpretas por ela, "I'm Every Womam[03]", "Run To You[04]", "Queen Of The Night"[05], "Jesus Loves Me[06]" e a minha preferida que é "I Have Nothing[02]". Eu assisti há alguns anos atrás uma entrevista que foi concedida por ela a Opra Winfrey, nesta entrevista Whitney contou detalhes de sua vida pessoal, se emocionou na ocasião ela estava voltando ao cenário musical depois de ter  se entregado as drogas por alguns anos, o auge do seu sucesso no início da década de 90 também foi o auge de sua entrega total as drogas, na entrevista ela mesma assumiu que havia perdido totalmente o controle, e como ela tinha muito dinheiro para gastar, o vício foi consumindo com a vida dela de forma devastadora, quando a Whitney esteve no programa, tinha acabado de lançar um novo álbum já bem voltado para a música gospel, a música de trabalho foi "I Look To You" e na entrevista ela disse só ter conseguido lugar contra o vício de verdade quando se voltou para Deus, eu me emocionei e até cheguei a chorar durante alguns trechos da entrevista, a vida conjugal dela também não era nada agradável, o então marido da cantora, o também cantor "Bob Brown" não era muito útil numa provável luta dela contra o vício já que também era viciado, eles se separaram alguns anos atrás e ela finalmente foi atrás de se reabilitar, na entrevista ela se dizia curada do vício, mas também reconheceu que aquela era uma batalha na qual ela tinha entrado para o resto da vida, a entrevista da qual estou falando, foi concedia por ela a Opra em 2009, menos de três anos atrás e eu me lembro de ter pensado ao perceber o quanto a escolha da Whitney por se drogar tinha destruído o seu maior dom natural que talvez ela não fosse conseguir ir muito longe, afinal ela era a Whitney que foi chamada de "A Voz" no cast feminino das cantoras americanas e todos esperavam dela o que ela já havia mostrado antes, mas aquela voz já não estava mais lá. Então depois de escrever tudo isso, vou chegar finalmente a minha conclusão. Eu não li nenhum artigo da internet a respeito da morte de Whitney antes de digitar este texto, a resposta que eu dei a mim mesmo quanto ao motivo ou como ela teria morrido foi talvez um pouco passional, mas eu pensei como um admirador e é assim que vou concluir o texto. Assim como Michael Jackson, Whitney Houston viu tudo acontecer muito depressa em sua vida, pode acontecer com qualquer um, e infelizmente alguns não conseguem lidar com isso de forma madura, com sabedoria e inteligência, os gênios mais talentosos da nossa era quase sempre morrem jovens, o Renato Russo que morreu aos 34 anos, escreveu uma música após a morte do Cazuza onde ele cantava assim; "É tão estranho, os bons morrem jovens, assim parece ser..." O título do livro lançado por Lobão ano passado é muito propício para dizer algo que penso a respeito da morte "precoce" de alguns artistas. 50 Anos a mil, no caso da Whitney, ela parou aos 48, vá em paz Rainha da Noite, vá em Paz...

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