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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Machado de Assis

"Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem. O minuto que vem é forte, jucundo, supõe trazer em si a eternidade, e traz a morte, e perece como o outro, mas o tempo subsiste. Egoismo, dizes tu? Sim, egoismo, não tenho outra lei. Egoismo, conservação. A onça mata o novilho porque o raciocínio da onça é que ela tem que viver, e se o novilho é tenro tanto melhor: eis o estatuto universal."

A mim este trecho de um dos livros da literatura de Machado de Assis fez pensar e repensar muitas das minhas decisões de ser humano que me fizeram concluir que o outro, sempre o outro, é egoísta, fraco, errado, quase nunca se vê um sequer reconhecendo em si, sua fraqueza e fragilidade, quem leu o livro de onde tirei este trecho poderá talvez entender que existem outros trechos no livro que me seriam mais úteis para descrever isso, o livro todo trata das memórias póstumas do principal personagem, a imaginação foi além, ou ao além para que se nosso grande mestre da literatura tivesse tão ampla visão da alma humana, a verdade é que na vida, vamos encontrar uma diversidade de pessoas, a maioria delas vai simplesmente passar pelas nossas vidas e cumprir uma função que muitas vezes nem vamos nos dar conta da sua importancia, algumas vão deixar suas marcas, as vezes marcas que sempre nos lembraremos com saudosismo, outras, deixarão aquelas que julgaremos, marcas de pessoas más, pessoas que por suas ações nos causaram dor e nos fizeram perceber o quanto é triste sentir o egoismo do próximo nos atingir, e de fato o é, só que infelizmente, esquecemos que assim como nós temos essa leitura de uma ou outra pessoa, também é assim que uma ou outra pessoa nos Leu na vida, não somos perfeitos e temo que no futuro cada vez mais nos tornaremos ainda mais imperfeitos, perfeito ningúem nunca foi e ninguém é.

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