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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Como Steve Jobs matou os nerds

O Jobs dos anos 70 inventou a cultura geek. Três décadas depois o fundador da Apple acabaria com ela. Sem dó.

Steve Jobs tinha 12 anos e um problema: queria montar um frequenciômetro – aparelho essencial quando você precisa construir seu próprio circuito em casa. O menino não tinha todas as peças que precisava, então decidiu telefonar para alguém que certamente teria: Bill Hewlett, dono da HP. Era a maior empresa da região onde Jobs morava, naquele ano de 1967. Graças à Hewlett-Packard, aliás, aquele lugar na Califórnia, nos arredores de San Francisco, acabaria conhecido como Vale do Silício.

Jobs pegou a lista telefônica, encontrou um “William Hewlett” ali e ligou. O fundador do Vale do Silício e o jovem Da Vinci conversaram por 20 minutos. Jobs conseguiu o que precisava para montar seu frequenciômetro. E não parou mais. Alguns anos depois, conheceu sua cara-metade, outro jovem que sabia tudo de frequenciômetros, osciloscópios e circuitos integrados: Steve Wozniack. Juntos eles criaram um aparelho que enganava os computadores das companhias telefônicas e fazia ligações para qualquer lugar do planeta de graça. Uma vez ligaram para o Vaticano – Wozniak se apresentou como Henry Kissinger e pediu para falar com o papa (Paulo VI não atendeu).

Entre um trote e outro, os dois tiveram contato com o primeiro computador pessoal da história, o Altair 8800. Era basicamente uma supercalculadora, vendida na forma de kit para montar. Jobs e Woz gostaram tanto que resolveram fazer sua própria versão do aparelho e pôr para vender. Desenvolveram um protótipo no quarto de Jobs mesmo e, em 1976, deram a ele o nome de Apple I. Esse primeiro Apple, por sinal, também vinha na forma de kit e não contava com certos luxos, como uma tomada, muito menos teclado, monitor ou gabinete. Era só placamãe, memória... Uma circuitaria pelada, que eles vendiam por US$ 666,66 (devem ter ficado bravos com o fora do papa...).

Um epílogo: aos 12 anos, Fidel Castro mandou uma carta para Franklin Roosevelt pedindo uma nota de dólar – “É que nunca vi uma, presidente”, ecreveu. A história do fundador da Apple, que começou com aquele telefonema para o dono da HP, é ironicamente parecida. Com uma diferença: a revolução de Steven Paul Jobs foi global. E vai durar para sempre.
 

Antes da morte de Jobs ser anunciada, eu já estava interessado nesta matéria publicada na Super deste mês, mas ainda não tinha lido, na quarta feira eu li e entre um pensamento e outro, o de que seria legal se eu publicasse aqui no blog pelo menos um trecho desta matéria.
Se quiser ler a matéria na íntegra, clique aqui e vá até o site da Super Interessante.

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